Copywriting: o que é?
Sem dúvida, o copywriting é uma das profissões que mais tem crescido nos últimos anos. As empresas estão a transferir em massa as suas ações de marketing para a Internet, o que aumenta a procura por conteúdos comerciais. Por isso, vale a pena saber o que é o copywriting, que resultados gera e onde pode aprender esta área.
Copywriting: o que é?
O copywriting consiste na escrita criativa de textos publicitários.
Atualmente, distinguem-se vários tipos de copywriting, incluindo:
- Copywriting SEO – criação de conteúdos para melhorar o posicionamento de sites.
- Copywriting para redes sociais – publicação de posts nas plataformas sociais.
- Copywriting para e-commerce – criação de descrições de produtos para lojas online.
É importante salientar que o mercado continua a evoluir e, com ele, surgem constantemente novas especializações em copywriting.
O que significa o copywriting para as empresas: benefícios
O desenvolvimento dinâmico do copywriting tem uma razão simples: é possível ganhar mais! Os três principais efeitos de bons conteúdos são:
Mais vendas
O copywriting capta a atenção, convence e vende. Para isso, recorre a técnicas como a linguagem dos benefícios ou o call to action.
Não é segredo que uma loja online com descrições apelativas obtém melhores resultados de vendas. Da mesma forma, um site tem maior potencial de marketing quando apresenta uma oferta convincente.
Isto é especialmente importante porque o custo de chegar ao público está sempre a aumentar. Por isso, as empresas querem aproveitar ao máximo os poucos segundos de atenção que conseguiram conquistar junto de um potencial cliente. A qualidade dos conteúdos determina em grande medida se vão conseguir fazê-lo.
Melhor posicionamento
O Google é claro: os textos de alta qualidade aparecem em posições superiores nos resultados de pesquisa.
Quando publica conteúdos interessantes e envolventes, o seu site pode ganhar maior visibilidade. Consequentemente, chegará a novos utilizadores e aumentará o conjunto de potenciais clientes.
Além disso, um site bem posicionado permite reduzir os gastos com campanhas publicitárias pagas, gerando poupanças adicionais.
Construção da imagem de marca
A qualidade dos conteúdos publicados molda a forma como os clientes percecionam a empresa.
Atualmente, quase todos os negócios estão presentes online, pelo que conteúdos relevantes desempenham um papel fundamental na construção de uma marca forte.
Vale a pena recordar aqui uma regra do marketing: a reputação da empresa influencia o preço. Se conquistar a confiança do cliente e assumir o papel de especialista, o seu trabalho será valorizado a um nível muito superior.
Como tornar-se copywriter?
Para se tornar um copywriter profissional, não basta estalar os dedos. É um processo longo e exigente, que termina com a recompensa de um trabalho criativo e bem remunerado. Conheça, por isso, as cinco etapas fundamentais que o esperam durante a aprendizagem do copywriting.
Etapa 1 – ler livros
Os copywriters de excelência mantêm uma relação com a literatura ao longo de toda a vida. O tipo de livro não é assim tão importante: o que conta é a exposição frequente à palavra escrita.
Ao ler, aprende as regras que orientam a língua. Por isso, quanto mais conteúdos assimilar, mais rico será o seu vocabulário. Por outras palavras, ler é construir os alicerces da sua futura técnica de escrita.
Tenha em atenção que as pessoas conhecem a mesma língua, aparentemente, mas dominam-na em níveis muito diferentes. Por exemplo, embora se parta frequentemente do princípio de que todos os falantes nativos de uma língua a dominam da mesma forma, as suas capacidades de comunicação podem variar drasticamente. Na realidade, cada um de nós utiliza a língua num nível ligeiramente diferente. O processo de aprendizagem linguística costuma seguir este esquema:
- Comunicação não verbal – ocorre quando não conhece de todo uma determinada língua. Está de férias, um habitante local inicia uma conversa consigo e limita-se a sorrir, porque não compreende nada. Mas isso não significa que o ato de comunicação não tenha acontecido! A expressão facial e a postura corporal sugeriram as suas intenções (uma atitude amigável) e, se além disso encolhesse os ombros e abanasse a cabeça de um lado para o outro, mostraria claramente a sua incompreensão ao seu “interlocutor”. Mesmo sem conhecer qualquer palavra, a comunicação não verbal permite transmitir informações até certo ponto.
- Comunicação básica – classificada como nível A1. Se passou algumas horas a aprender a língua, é muito provável que consiga dizer: Está a chover. Ou: O carro está a andar. Neste nível, utiliza as palavras mais práticas, relacionadas com a realidade imediata.
- Comunicação intermédia – avancemos bastante e imaginemos que já estudou várias centenas de horas. O que mudou? Já não consegue apenas comunicar o que vê, mas também… começa a expressar as suas emoções e sentimentos e até a apresentar a sua opinião. Ou seja, entra lentamente no mundo da abstração, onde as barreiras do tempo e do espaço se desfazem. Repare na ENORME diferença cognitiva entre a frase “O carro está a andar” e “Parece-me que ontem passou um carro por ali”.
- Comunicação avançada – normalmente identificada pelo nível C. Nesta fase, as regras gramaticais já são intuitivas para si, consegue expressar pensamentos abstratos e até utiliza metáforas e expressões idiomáticas. Em suma, consegue conversar como uma pessoa interessante, e não como um homem das cavernas (“Ugabuga, o carro anda!!”).
- Nível de mestre – pode existir algo depois da comunicação avançada? Claro que sim. A língua é um abismo insondável que permite expressar absolutamente tudo. Nesta fase, tem consciência de como as palavras utilizadas moldam os pensamentos dos seus interlocutores. Em que consiste, então, esta evolução? Já não consegue apenas expressar os seus próprios sentimentos, mas também… influenciar as emoções e atitudes das pessoas com quem fala. Uau. É precisamente neste nível que se encontra o empregador que, em vez de dizer “Está despedido”, afirma “A nossa empresa precisa de uma reestruturação”.
Como é fácil perceber, se quiser ser um copywriter eficaz, deve procurar alcançar o nível de mestre. Só então conseguirá realmente levar o público a comprar, criar nele uma necessidade e, acima de tudo, apresentar a informação da forma como quer que seja interpretada.
Etapa 2 – aprender marketing
Se já desenvolveu uma elevada consciência linguística, também compreendeu uma grande parte do marketing. Naturalmente, ainda terá de dominar muitas questões técnicas.
Existem inúmeras técnicas de vendas. Além disso, é necessário aprofundar as características dos diferentes tipos de conteúdo e tratar adequadamente, entre outros aspetos, de:
- comprimento ideal do texto;
- estrutura dos títulos;
- distribuição das palavras-chave.
Também deve ter em conta as necessidades específicas do cliente, como o setor de atividade, o público-alvo e a marca. Em suma, o trabalho de um copywriter envolve muitas, muitas variáveis.
A capacidade de manipular linguisticamente — no sentido positivo da expressão — combinada com o conhecimento de questões estritamente empresariais transforma-o numa pessoa que começa, pouco a pouco, a saber vender. Nesta fase, torna-se um copywriter capaz de promover um produto, criar textos apelativos para folhetos ou catálogos e desenvolver slogans publicitários criativos.
Mas a aprendizagem do copywriting não termina aqui. Tem pela frente outro tema inesgotável.
Etapa 3 – aprender SEO
Os últimos tempos trouxeram uma revolução ao marketing. Ao longo de alguns anos, a maioria dos negócios começou a promover-se online. Ao mesmo tempo, os materiais publicitários tradicionais em papel estão a desaparecer. Por isso, o copywriter tem de saber movimentar-se no ambiente digital.
Neste contexto, um aspeto fundamental é conhecer o copywriting SEO, ou seja, criar conteúdos capazes de ganhar visibilidade nos motores de pesquisa. Para tornar tudo ainda mais desafiante, terá de aprender novas particularidades técnicas e também… criar textos informativos e profissionais. De preferência, com resultados reais.
A indexação é competitiva, o que significa que os seus conteúdos irão disputar visibilidade com os conteúdos de outras pessoas. Mesmo que cumpra exemplarmente as regras do copywriting SEO, pode não chegar ao público se outros copywriters forem melhores do que si.
Percebe a dificuldade? Afinal, não basta escrever corretamente. Até um domínio perfeito da língua e das técnicas de vendas pode revelar-se insuficiente. Aqui entra também a pura concorrência entre copywriters. O champanhe será bebido por quem se revelar o melhor aos olhos dos algoritmos dos motores de pesquisa.
Etapa 4 – fazer um curso de copywriting
Quando já possui todas as bases para ser um copywriter competente, o passo seguinte pode ser difícil de dar. Simplesmente, é complicado… começar. E, sem isso, não é possível aplicar as suas competências na prática. Surgem dificuldades em encontrar clientes, tratar das formalidades necessárias e adquirir as ferramentas adequadas. É difícil para um pequeno pássaro orientar-se no meio de um bando de corvos a grasnar.
Uma solução para este problema são os cursos organizados por copywriters experientes. Através deles, poderá realizar tarefas para clientes reais, criar o seu próprio portefólio e aperfeiçoar a sua técnica de escrita. Não recomendamos formações “prontas” em formato de vídeos ou webinars, pois nesta fase são essenciais o acompanhamento individual e o verdadeiro envolvimento da pessoa responsável pelo curso.
Se quer desenvolver todo o seu potencial sob a nossa orientação, conheça o curso prático de copywriting, que está atualmente a aceitar inscrições.
Etapa 5 – escrever textos
Atenção, vem aí uma surpresa… Esta etapa nunca termina 🙂 Nenhum de nós é um copywriter perfeito, por isso a aquisição de conhecimento é um processo contínuo.
A necessidade de formação constante resulta do ambiente em mudança em que os copywriters trabalham. Surgem novas ferramentas e os algoritmos de indexação são alterados. Quem trabalha em copywriting há mais de 10 anos sabe perfeitamente como mudou, desde então, a abordagem à criação de conteúdos: do enchimento de palavras-chave, passando por textos extensos e exaustivos, até ao minimalismo informativo e à objetividade. Este setor está em constante evolução.
Curiosamente, também mudam as atitudes dos consumidores. As formulações e expressões persuasivas utilizadas com sucesso pelos copywriters perdem força com o tempo, devido ao uso generalizado. Começa o fenómeno do desgaste e do surgimento de clichés. “A mais alta qualidade” é um exemplo de informação que já não impressiona ninguém. Na verdade, nenhuma expressão está a salvo e, por isso, o copywriter deve acompanhar constantemente a situação atual do mercado das “palavras envolventes”.
Copywriting: perguntas e respostas
Apresentamos as perguntas mais frequentes e respetivas respostas.
Não é necessário ter um curso superior de copywriting para começar a trabalhar nesta profissão. Devido ao rápido desenvolvimento do setor, não existem barreiras formais que exijam a conclusão de um determinado percurso académico. No final, são as competências que fazem a diferença.
Existem várias formas de encontrar clientes. As mais populares são:
- site próprio;
- grupos nas redes sociais;
- portais de anúncios;
- plataformas para copywriters;
- colaboração com agências.
Se tem interesse em trabalhar na Content Writer, convidamo-lo a enviar a sua candidatura através da secção Carreiras.
Leia também: Onde pode um copywriter principiante procurar trabalhos?
Não é necessário ter uma empresa própria para aceitar trabalhos de copywriting. Pode trabalhar como freelancer ou empresário em nome individual, desde que esteja registado de acordo com as regras locais. Também existem plataformas que, mediante uma pequena comissão, emitem a fatura por si.
No copywriting, o preço por 1.000 caracteres com espaços não é fixo, pois depende da situação atual do mercado, do tipo de conteúdo e das expectativas financeiras de cada profissional.
Como referência, os preços líquidos por 1.000 caracteres situam-se geralmente entre 10 e 30 EUR para trabalhos correntes:
- Textos SEO de apoio – entre 10 e 15 EUR;
- Descrições de produtos e categorias – entre 12 e 25 EUR;
- Artigos para blog – entre 15 e 40 EUR;
- Textos para sites – entre 25 e 60 EUR;
- Artigos especializados – entre 30 e 80 EUR;
- Posts para Facebook – entre 20 e 50 EUR;
- Slogans publicitários – entre 150 e 1000 EUR por peça.
A prática leva à perfeição, mas o que torna alguém um bom copywriter? Eis as competências e características de um copywriter de excelência!
- domínio da língua;
- conhecimento das regras de SEO;
- cumprimento de prazos;
- capacidade de realizar pesquisas eficazes;
- profissionalismo;
- boa comunicação;
- criatividade.
Existem várias características que distinguem um bom copywriter. Nem todos os profissionais precisam de reunir todas elas, mas quem deseja ganhar dinheiro a escrever e mostrar o seu trabalho ao mundo com orgulho deve conhecê-las e procurar desenvolvê-las.
Resumo
- Leia muito. Adquirir um vocabulário rico é essencial para desenvolver outras competências de copywriting.
- Aprenda técnicas de marketing. Foram desenvolvidas muitas soluções capazes de aumentar a eficácia das mensagens publicitárias. Vale a pena conhecê-las!
- Conheça os segredos do SEO. Atualmente, um conteúdo que não está adaptado às exigências dos motores de pesquisa praticamente não existe, porque ninguém o encontra.
- Faça um curso. Antes de começar a trabalhar em copywriting, os conselhos práticos de profissionais mais experientes podem ser inestimáveis.
- Escreva, escreva e escreva. Quando se tornar um copywriter profissional, nada desenvolverá melhor as suas competências do que praticar continuamente a profissão.
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